Metodologia histórico-gramatical

26/05/2011 19:57

 

Manual de Exegese Bíblica

Metodologia histórico-gramatical

 

Sumário

Introdução .......................................................................... 03

Metodologia exegética ...................................................... 07

3

Introdução

Exegese é a interpretação crítica de um texto completo ou de parte das Escrituras

Sagradas. É um exame detalhado do texto bíblico. É a busca da aplicação dos princípios

da hermenêutica para chegar-se a uma definição correta do texto (note a ênfase). O

prefixo ex (“fora de, para fora ou de”) refere-se à idéia de que o intérprete está tentando

derivar seu entendimento do texto, em vez de ler seu significado no (“para dentro”)

texto (Eisegese). É estudo do significado das palavras à luz do tempo e do lugar onde

originalmente foram escritas.

Esta é uma definição conservadora, mas eu não me desculpo por isto. Sei

teólogos de diferentes confissões cristãs, hoje, se posicionam ao lado dos pensadores

pós-modernos e contestariam esta definição. Porém, dado os limites deste trabalho,

creio que ela é suficiente.

O processo de leitura e interpretação de um texto é cíclico. Todo leitor se

aproxima de uma passagem da escritura com pressuposições, (e.g. A Bíblia é a infalível

e inerrante) e comumente, com preconceitos acerca de uma passagem ou doutrina da

Escritura (e.g. a doutrina da predestinação). O quadro a seguir exemplifica o processo. 1

1 Este quadro foi gentilmente cedido pelo professor Andrew S. Kulikovsky. E pode ser encontrado em

http://hermeneutics.kulikovskyonline.net/hermeneutics/hermeneutics.htm. Acesso em (01.02.2005).

4

A abordagem que usarei nesse manual será o Método Histórico-Gramatical.

Este método submete o texto bíblico à análise racional quanto ao seu conteúdo, e

literária quanto à sua composição. Essa abordagem parte do pressuposto que a Bíblia é

documento inspirado por Deus e testemunha suas ações entre os homens, conduzindo-os

a salvação.

A questão da autoridade do texto bíblico é central para qualquer metodologia

exegética. A perspectiva cristã tradicional admite que a Bíblia foi toda escrita debaixo

da condução de Deus e que ela não contém erros. Como herdeiros da Reforma

Protestante, afirmamos nossa crença na Palavra de Deus. Deus é o autor supremo das

Escrituras, se a sua revelação pretende guiar-nos a um relacionamento com ele, e se

ninguém conhece a mente de Deus senão o seu próprio Espírito, então, devemos ser

espirituais, antes de podermos esperar entender as Escrituras em seu sentido supremo e

autêntico. Um dos documentos históricos reformados e aceito pelas igrejas batistas

reformadas em todo o mundo, a Confissão de Fé Batista de 16892, assim afirma:

A Sagrada Escritura é a única regra suficiente, certa e infalível de conhecimento para a

salvação, de fé e de obediência. A luz da natureza, e as obras da criação e da providência,

manifestam a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, de tal modo que os homens ficam

inescusáveis; contudo não são suficientes para dar conhecimento de Deus e de sua vontade que é

necessário para a salvação.

A autoridade da Sagrada Escritura, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não

depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas provém inteiramente de Deus, sendo

Ele mesmo a verdade e o seu autor. A Escritura, portanto, tem que ser recebida, por ser a Palavra

de Deus.

Especificamente sobre a interpretação bíblica, a Confissão de Fé Batista ainda

afirma o seguinte:

A regra infalível de interpretação das Escrituras é a própria Escritura. Portanto, sempre

que houver dúvida quanto ao verdadeiro e pleno sentido de qualquer passagem (sentido este que

não é múltiplo, mas um único), essa passagem deve ser examinada em confrontação com outras

passagens, que falem mais claramente.

Um movimento devastador que se infiltrou na igreja foi o liberalismo teológico

junto com seu derivado, o humanismo. Graças a estes maus gêmeos, a autoridade da

Escritura foi rejeitada e substituída por um falso evangelho centralizado no homem. Isto

penetrou na pregação e na adoração comunitária.

Boa parte de nossa pregação e adoração hoje, são dominadas, por temas tais “o

que eu preciso,” ou “o que eu devo fazer para me sentir bem.” Os poderosos temas

2 Disponível em http://www.monergismo.com/textos/credos/1689.htm. Acesso em (28.01.2005).

5

bíblicos fugiram dos púlpitos modernos, os temas que elevaram a vida espiritual não são

ouvidos hoje em dia. Temas como, a ira de deus, o pecado do homem, a necessidade da

salvação, o poder do evangelho e outros mais; foram trocados por temas tais como,

“como ser bem-sucedido”, “a prosperidade do crente”, “você deve se sentir bem”. Creio

firmemente, que a exegese bíblica, feita com profundidade é o remédio para tal tolice.

Quero insistir num ponto, que a nossa condição espiritual tem tudo a ver com a

precisão de nossa exegese bíblica O estado espiritual do intérprete é um indicador

preciso de sua maneira de interpretar a Palavra de Deus. Sua pureza exegética é medida

a partir de como ele encara o texto bíblico. Se ele toma a Bíblia meramente como um

documento humano, passível de erro e crítica, é possível que ele chegue a conclusões

estranhas ao sentido original do texto.

Porém, se ele busca com fervor a presença do Espírito Santo, com maior

probabilidade, ele terá a chance de apresentar um bom trabalho de exegese. Quando a

hermenêutica cristã tem como fundamento a intervenção livre e sobrenatural de Deus na

história, conforme revelado nas Escrituras Sagradas, sempre será o vibrante cristianismo

bíblico. No artigo Espiritualidade e Espiritualidades3, o Rev. Ricardo Barbosa, nos

apresenta um desafio teológico para os envolvidos na ciência da interpretação bíblica.

Precisamos de uma teologia que nos desperte para um relacionamento pessoal e

verdadeiro com Deus. Noutras palavras, uma teologia que nos aponte o caminho da oração, que

seja mais pessoal e afetiva, e não apenas acadêmica. É lamentável constatar que muitos estudantes

que entram para um seminário, motivados por um profundo amor por Deus e desejo de servi-lo,

depois de quatro ou cinco anos de estudo, saem orando menos, afetivamente mais atrofiados e

mais limitados relacionalmente. Uma teologia que não nos motive para a oração, certamente não

cumpre com seu papel.

A iluminação Espírito Santo é essencial para você encontrar o significado

espiritual de um texto. Bruce K. Waltke, num artigo sobre exegese e a vida espiritual

afirma que o Espírito Santo exerce um papel essencial não apenas na revelação da

verdade, mas também em sua interpretação, e mais especificamente na "correta exegese

da Escritura Sagrada."

Segundo Waltke, há uma tendência entre educadores teológicos de separar

exegese de espiritualidade. Segundo ele "a exegese científica pode determinar o sentido

do texto, mas apenas o Espírito de Deus pode internalizá-lo nos corações”.4

3 Disponível em ttp://www.monergismo.com/textos/vida_piedosa/espiritualidade.htm. Acesso em

(28.012005)

4 Bruce Waltke. Exegesis and spiritual life: Theology as spiritual formation, p. 28-30.

6

Creio que é impossível interpretar a Palavra de Deus corretamente sem o

ministério do Espírito, que testifica a verdade de que somos filhos de Deus, que renova

nossas mentes para que possamos entender as coisas de Deus, e que transforma os

nossos corações para que possamos aprender a fazer apenas o que é agradável ao Pai.

Nossa tarefa, portanto, será a de estudar o registro da revelação de Deus,

conforme se encontra nas Escrituras, compreendendo espiritualmente todo o seu

contexto dentro de uma determinada proposta, a exegese histórico-gramatical.

Referências Bibliográficas:

CONFISSÃO DE FÉ BATISTA DE 1689. Disponível em http://www.monergismo.com/textos/ credos/

1689.htm. Acesso em (28.01.2005).

KULIKOVSKY, Andrew. Hermeneutics Cycle. Disponível em http://hermeneutics.kulikovskyonline.net

/ hermeneutics/hermeneutics.htm. Acesso em (01.02.2005).

SOUSA, Ricardo Barbosa. Espiritualidade e espiritualidades. Disponível em http://www.monergismo.

com/textos/vida_piedosa/espiritualidade.htm. Acesso em (28.012005)

WALTKE, Bruce. Exegesis and spiritual life: Theology as spiritual formation. Vancouver: Crux 30/3,

1994

7

Metodologia Exegética

Apresento aqui alguns somente alguns princípios para a melhor compreensão do

texto bíblico. Não pretendo me ater em discussões de cunho epistemológico, mas minha

preocupação é com a prática da interpretação do texto bíblico. Os passos seguintes

devem orientar o estudante a interpretar acuradamente o texto bíblico.

Eles foram adaptados a partir dos trabalhos de Gordon D. Fee5 e Douglas K.

Stuart6. Fee é professor emérito de Teologia do Novo Testamento e Exegese do Regent

College, Vancouver, Canadá, enquanto que Douglas K. Stuart é professor de Exegese

do Antigo Testamento do Gordon Conwell Theological Seminary em South Hamilton,

EUA.

Desde o início de nosso estudo, você deve manusear, pelo menos, duas versões

bíblicas e um texto grego do Novo Testamento. Eu recomendo, dentre muitas boas

versões, a Almeida Revista e Atualizada (RA) e a Nova Versão Internacional (NVI).

Esta edição de Almeida foi selecionada por ser uma das mais conhecidas em nossa

língua e amplamente utilizada nos livros acadêmicos, periódicos e como texto-base das

principais Bíblias de Estudo. A NVI é uma versão produzida por um grupo competente

de eruditos evangélicos, pertencentes a diversas denominações. Suas principais

características são: linguagem clara, riqueza exegética e informativa, com diversas notas

que trazem explicações de todo tipo e em alguns casos apresenta traduções alternativas,

inclusive qual seria a tradução literal.

Para exegese do texto hebraico do Antigo Testamento indico a Bíblia Hebraica

Stuttgartensia (BHS) editada pela Deutsche Bilbelgesellschaft. Esta é a edição crítica

padrão do Texto Massorético, amplamente utilizada pelos eruditos bíblicos nas

principais universidades e seminários teológicos ao redor do mundo.

A BHS compõe-se de quatro partes principais: (1) texto bíblico hebraico; (2) o

aparato massorético referente à Masora Magna; (3) a Masora Parva e (4) o aparato

crítico. O texto hebraico utilizado na BHS é a reprodução de um manuscrito massorético

do início do século XI, o Códice L, que se encontra em Leningrado, Rússia.

5 FEE, Gordon D. New Testament Exegesis: A Handbook for Students and Pastors.

6 STUART, Douglas K. Old Testament Exegesis: A handbook for students and pastors.

8

Para maiores informações recomendamos a leitura do Manual da Bíblia

Hebraica: introdução ao texto massorético de Edson de Faria Francisco7, que é

professor de Exegese do Antigo Testamento na Universidade Metodista de São Paulo.

Para o grego do Novo Testamento indico o texto editado pelas Sociedades

Bíblicas Unidas (UBS). São duas edições gêmeas: O UBS Greek New Testament que já

está na 4a edição, concebido originalmente para os tradutores da Bíblia e o Novum

Testamentum Graece, atualmente na 27a edição, concebido para os exegetas. A

diferença entre eles está no aparato crítico.

O Novum Testamentum Graece tem o maior número de variantes textuais que o

UBS, enquanto que esse traz uma classificação mais simples segundo o maior ou menor

grau de certeza das variantes. (A, B, C, D) {A} certeza de tratar-se do texto original;

{B} há certa dúvida; {C} há dúvida entre o texto escolhido e o aparato crítico; {D} há

enorme dúvida de que o texto escolhido seja o original. Para maiores informações

remeto o leitor ao texto do Dr. Bruce Metzger8, que é considerado um dos melhores

pesquisadores da metodologia de crítica textual do Novo Testamento. O prof. Metzger é

professor emérito do Princenton Theological Seminary, nos EUA.

1. Análise do contexto geral.

1.1. Leia todo o livro de uma só vez.

Sem dúvida alguma, discernir o contexto de um texto bíblico é de suma

importância na hora de interpretá-lo. Você não pode começar sua exegese sem ler a toda

a mensagem do livro escolhido para sua análise.

A ênfase sobre a importância deste passo interpretativo não será nunca um

exagero. Quem inventou o ditado "texto fora do contexto é pretexto" tinha toda a razão.

A verdade é que muitas doutrinas, práticas e distorções de ensino têm sua base no

menosprezo deste passo. Portanto, a primeira coisa a fazer ao estudar uma passagem

bíblica é a procura dos contextos. São em número de três. (1) contexto imediato

anterior, (2) contexto imediato posterior e (3) contexto amplo.

1.2. Estabeleça os limites da passagem a ser estudada.

7 Publicado por Edições Vida Nova em 2003. Para este ano está prometida uma segunda edição ampliada.

8 METZGER, Bruce M. A Textual Commentary on the Greek New Testament. A Companion

Volume to the United Bible Societies’ Greek New Testament (Fourth Revised Edition) Second

Edition. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft & United Bible Societies, 1994.

9

Delimitar um texto bíblico é procurar sua extensão, isto é, seus limites. A ciência

bíblica denomina um texto completo, que possui começo, meio e fim de Perícope. Um

importante auxílio para a delimitação do texto são as versões mais modernas, como a

NVI, que estrutura o texto em forma de parágrafos e não versículos, como nas Bíblias

tradicionais. Muitas Bíblias de estudo já apresentam idéias para as divisões de

parágrafos. Mas, lembre-se, você deve estabelecer a perícope.

Aponte para as divisões naturais do texto, que são os parágrafos e as sentenças.

Indique os conectivos dos parágrafos e mostre como eles podem auxiliar na

compreensão do pensamento do autor da epístola.

Depois de delimitar o texto, leia-o em voz alta e em espírito de oração, várias

vezes, comparando-o com versões bíblicas diferentes para obter uma maior

compreensão de seu conteúdo. Inicie sua leitura com as traduções mais literais

(Almeida RC e RA), depois passe para mais contemporâneas (NVI, e NTLH), e pode

complementar com paráfrases (Bíblia Viva).

Anote as peculiaridades do texto (as palavras que se repetem, contrastes,

seqüências, conclusões, perguntas, teses). Faça uma descrição sumarizada da mensagem

do texto escolhido. Preste atenção nas palavras-chaves.

Localize os principais blocos de argumentos e mostre como se encaixam num

todo coerente. (e.g. Ezequiel 37: 1-14 - 15-28) A sua busca é para determinar a intenção

do autor – o que ele tencionou comunicar aos primeiros leitores. Você precisa distinguir

entre os detalhes incidentais e o tema principal da passagem escolhida para análise.

2. Análise do texto original.

2.1. Estabeleça o texto original.

Os estudiosos bíblicos desenvolveram através dos anos, certos critérios,

buscando refazer os caminhos que um texto tomou até chegar a suas mãos. Este estudo

é chamado de crítica textual. “A crítica textual não se interessa pelo sentido do texto,

não é análise literária do texto ou coisa semelhante. Apenas procura verificar a

confiabilidade das cópias do texto que chegaram até nós e reconstituir o texto na sua

forma mais confiável” 9.

Você deve aprender alguns conceitos básicos sobre a crítica textual, para

conseguir classificar as variantes textuais do parágrafo ou perícope que você escolheu

9 KONINGS, Johan. A Bíblia, sua história e leitura: uma introdução. p.236

10

para estudar. Sem dúvida, esta é uma das partes mais complicadas de sua tarefa

exegética. É requerido de você, não só o conhecimento da linguagem, mas também

informações sobre os manuscritos (tipos e versões), características literárias e teológicas

de cada escritor, bem como as tendências que os copistas assumiam no seu encargo na

transmissão do texto bíblico.

2.2. Analise as palavras importantes.

Em seguida, aperfeiçoe a perícope que você irá analisar. Busque as definições

dos termos principais do texto. Conte com a ajuda de um bom dicionário hebraico ou

grego. Busque o significado dessas palavras dentro do contexto da passagem analisada.

Analise o contexto profundamente e determine o melhor significado exegético da

palavra dentro da passagem.

Isole as palavras e cláusulas que requeiram decisões gramaticais entre duas ou

mais opções. Isole as palavras que necessitam de um estudo especial, faça uma lista

provisória das dificuldades exegéticas encontradas no texto.

Determine o significado exato de cada palavra básica, com sua origem, seu

desenvolvimento, seu uso e seu significado bíblico e cultural e seu uso pelo autor e no

restante do testemunho bíblico. Para tanto, você deve buscar as informações no

dicionário de teologia do antigo testamento. Seguem dois exemplos, um estudo de

palavras do Antigo Testamento e outro do Novo Testamento:

Nas versões bíblicas em português, as palavras arrependimento e arrepender-se,

são traduzidos de dois vocábulos hebraicos, {ahon e bw$. Como traduções da raiz

hebraica {ahon, essas palavras são freqüentemente aplicadas a Deus.

O termo mais freqüentemente aplicado para denotar o arrependimento humano

não é {ahon, mas antes, bw$, que significa girar ou retornar, e á aplicado ao tornar do

pecado para voltar-se para Deus.

Deus é imutável e não pode arrepender-se (bw$) como o homem. Seu ser é

imutável porque Nele não há progresso, nem retrocesso algum. O salmo 102:25-27

assim declara: “No princípio firmaste os fundamentos da terra, e os céus são obras das

tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; envelhecerão como vestimentas. Como

roupas tu os trocarás e serão jogados fora. Mas tu permaneces o mesmo, e os teus dias

jamais terão fim”.

11

A raiz {hn reflete em sua origem a idéia de “respirar profundamente” e por

conseguinte a manifestação física da pessoa, geralmente tristeza, compaixão ou pena.

Quando a Bíblia fala no arrependimento de Deus (Gn 6.6-7; Ex 32.14; Jz 2.18; I Sm

15.11) significa dizer que Deus abranda ou muda sua maneira de lidar com os homens

de acordo com seus propósitos soberanos.

Chama-se isto na teologia de antropopatismo, isto é, atitudes e ações humanas

que são atribuídas a Deus. A partir da perspectiva humana a única expressão que se tem

é de os propósitos divinos mudarem.

“Se em algum momento eu decretar que uma nação ou um reino seja arrancado,

despedaçado e arruinado, e se esta nação que eu adverti converter-se de sua perversidade, então eu

me arrependerei e não trarei sobre ela a desgraça que eu tinha planejado. E, se noutra ocasião eu

decretar que uma nação ou um reino seja edificado e plantado, e se ele fizer o que reprovo e não

me obedecer, então me arrependerei do bem que eu pretendia fazer em favor dele. Jr. 18.7-10

O texto que alistei acima é contundente em afirmar de que, da perspectiva

divina, o cumprimento da maior parte das profecias está condicionada à reação positiva

por parte dos homens. Abraham J. Heschel diz: “Uma mudança na conduta humana

provoca uma mudança no juízo divino”. 10

O segundo significado básico de {ahon é o de consolar ou ser consolado. Assim

afirma o texto de Isaias 40.1. yÕiMa( UÙmAxán UÛmAxán . Deriva-se daí que o arrependimento de

Deus pode ser encarado como uma palavra de consolo para seu povo, que abranda seu

furor diante de uma coração quebrantado.

Como exemplo de um estudo baseado no Novo Testamento, observe a análise da

palavra eu)xaristi/a. Este termo aparece 15 vezes no Novo Testamento Grego, e é

traduzido na maioria das vezes na edição Revista e Atualizada de Almeida como ações

de graças, (At 24:3; I Co 14:16; II Co 4:15; 9:11-12; Ef 5:4; Fp 4:6; Cl 2:7; 4:2; I Ts

3:9; I Tm 2:1; 4:3-4 ; Ap 4:9; 7:12).

Mesmo uma rápida olhada nas passagens, vê-se que o termo eu)xaristi/a

denota outros significados, desde gratidão até o louvor. Vou me deter na passagem de

Efésios 5:4, aqui citado em várias versões, desde o grego, conforme o texto crítico da

UBS, até a NVI:

10 Cf. citado no Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Edições Vida Nova.

12

kaiì ai¹sxro/thj kaiì mwrologi¿a hÄ eu)trapeli¿a, aÁ ou)k a)nh=ken, a)lla\ ma=llon

eu)xaristi¿a. Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas, antes, ações

de graças. (RC). nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas

inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças. (RA) Não usem palavras indecentes, nem

digas coisas tolas ou sujas pois isto não convém a vocês. Pelo contrário, digam palavras de

gratidão a Deus. (NTLH) Não haja obscenidade nem conversas tolas nem gracejos imorais, que

são inconvenientes, mas, ao invés disso, ações de graça. (NVI).

O verso supra citado está na parte prática da epístola paulina. Assim denominada

pelos estudiosos a segunda parte da carta aos efésios, por causa da ênfase na prática da

vida nova que o Senhor Jesus concedeu à Igreja. Anteriormente Paulo apresentou a base

teológica da nova vida que o crente encontrou em Cristo, agora ele apresenta a forma de

viver esta verdade. Nos relacionamentos na família, no trabalho, com as autoridades e

até mesmo com o mundo espiritual.

O versículo trata da conversação torpe. Paulo alerta aqui que o cristão não deve

usar de linguagem obscena. Deve fugir de tudo o que é vergonhoso, tudo o que deixa

envergonhado o homem moralmente sensível. Nem palavras vãs, no grego temos

mwrologi¿a, cuja tradução literal é “imbecilidade”, sendo que a palavra é usada

exclusivamente aqui, em todo o Novo Testamento. O tipo de palavras, que provém de

um homem bêbado, palavras tanto sem sentido quanto sem utilidade. Chocarrice

também é proibida. No grego, eu)trapeli¿a, que também pode significar leviandade ou

galhofa. Aqui Paulo fala da pessoa que é espirituosa, mas para o mal. Usa sua

inteligência para falar palavras levianas e maliciosas. O uso de eu)trapeli¿a é

contratado com eu)xaristi/a. Segundo o comentário de Francis Foulkes11:

Com um jogo de palavras [Paulo] insiste na subistituição de eu)trapeli¿a por

eu)xaristi/a – que a graça daquilo que é sarcástico seja substituída pela mais verdadeira graça do

agradecimento. Calvino e outros entenderam que eu)xaristi/a como falar gracioso, e em 4:29

Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação,

conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. Paulo falou da substituição do

falar corrupto pela conversa que dá graças. Quer insistir aqui que o agradecimento é o melhor uso

da fala. Se a conversa é sobre sexo, posses ou pessoas, deve ser dirigida pelo espírito de

agradecimento e louvor, para ver e reconhecer a amabilidade e beleza dos dons de Deus. Se este é

o caso, a conversa se manterá pura e elevada.

11 Éfesios – Introdução e Comentário. Série Cultura Bíblica. Edições Vida Nova.

13

3. Análise dos contextos específicos.

3.1. Examine o contexto histórico particular.

Você deve lembrar que todos os livros da Bíblia foram escritos em contextos

históricos específicos, e dentre as perguntas mais importantes que necessitamos fazer,

estão às perguntas de contexto histórico.

Em que circunstâncias foram escritos tais livros? Eles respondem

questionamentos anteriores? Foram escritos para orientar problemas específicos, válidos

somente para o primeiro século ou trazem princípios gerais, aplicáveis à Igreja

evangélica do século XXI?

Seja cuidadoso na busca das melhores fontes sobre o “mundo” bíblico. Para isto

busque informações na literatura especializada. (Introduções ao Antigo Testamento e ao

Novo Testamento, Dicionários Bíblicos, notas explicativas de Bíblias de Estudo e

comentários bíblicos exegéticos).

Busque ajuda no material de referência para saber a aplicação original de

determinada passagem. Esteja atento com os estudos sociológicos e culturais. Avalie o

significado destes dados para o entendimento da passagem. Entenda os detalhes

relacionados com a audiência primitiva.

3.2. Interprete conforme o gênero literário.

Na teoria da literatura e na crítica bíblica, são assim denominados os conjuntos

da literatura que apresentam homogeneidade de estilo, de formas, de técnicas (poesia ou

prosa), de procedimentos narrativos, de finalidade, etc.

A identificação do gênero é indispensável para colher-se a intenção do autor e a

relação entre a expressão literal e o seu conteúdo. Entre os vários tipos literários

encontrados no Antigo Testamento, temos:

(1) Prosa. Entre os tipos de prosa estão os contratos (Gn 21:22-32), discursos (Jr.

7:1-8:3), cartas (1 Rs 21:8-10), listas (1Sm 8:16-18), prescrições de culto (Lv 1-7),

narrações históricas (Jz 8.4-21), relatórios (1Rs 14:25,28), auto-biografia (Ed 7.12-9.5),

relatos e narrativas de sonhos e de visões (Is 6), auto-biografias proféticas (Is 49:1,5-6).

(2) Lei. Há várias coleções de leis. A mais importante é o decálogo (Êx. 22:1-17;

Dt. 5:6-21), o livro da aliança (Êx. 20:22-23:33), o código da santidade (Lv 17-26) e o

livro de Deuteronômio moldado em forma de sermões.12

12 DOCKERY, David S. (editor). Manual Bíblico Vida Nova, p. 366.

14

(3) Poesia. Entre os escritos poéticos temos os cânticos reais (Sl 2), hinos (Sl

98), cânticos ocasionais (Sl 93), sentenças de julgamento (Is 41.21-28), lamentações

nacionais (Sl 44), cânticos coletivos de confiança (Sl 125), lamentações individuais (Sl

3), cânticos coletivos de agradecimento (Sl 107), cânticos de sabedoria (Pv 8.1-36).

Os gêneros literários do Novo Testamento são: evangelhos, narrativas históricas

(Atos dos Apóstolos), parábolas, sermões, hinos, epístolas, profecias, literatura

apocalíptica (Apocalipse de João).

4. Análise Estrutural

Uma passagem bíblica pode ser analisada pela sua estrutura literária. Estes

passos exigem rigor e atenção de sua parte.

A análise estrutural busca o entendimento do texto bíblico entre as relações

gramaticais e sintáticas, e contribui para a compreensão da intenção original do autor.

Apresento aqui três passos para se completar a análise estrutural. (1) Análise temática.

(2) Análise semântica. (3) Classificação das variantes textuais.

4.1. Análise temática.

O exegeta busca neste passo a forma e a ordem do material descrito pelo autor

do texto bíblico e como ele desenvolveu seu argumento na perícope escolhida. Pode ser

que, às vezes, a idéia expressa pelo autor não é tão clara e óbvia. Seus argumentos

podem estar escondidos na estrutura do texto. O melhor exemplo desta dificuldade é a

argumentação que utiliza a estrutura temática conhecida como Quiasmo.

Um quiasmo (do grego chiazo, que significa fazer uma marca com o X grego) é

uma forma literária que tem como seu traço mais óbvio um paralelismo invertido. Dois

ou mais termos, frases, ou idéias são expressas e então repetidas em ordem inversa.

Uma comum e importante variação desta forma simples ocorre quando o quiasmo tem

um número ímpar de partes. Nesse caso, o elemento solitário pode ser o centro do

quiasmo separando os elementos paralelos.

Um exemplo do AT é encontrado em Amós 5.4b-6a:

A. Buscai me e vivei;

B. Porém busqueis a Betel

C. nem venhais a Gilgal

D. nem passeis a Berseba;

C'. porque Gilgal certamente será levada cativa,

B'. e Betel será desfeita em nada.

A'. Buscai ao Senhor e vivei.

15

Note como a linha D fica ao centro e não é repetida; ela marca a transição para

os elementos paralelos que se seguem (os pontos sublinhados indicam os paralelos mais

óbvios). Os exemplos do AT usados acima são apropriados porque quiasmos são

especialmente comuns na literatura judaica, embora eles possam ser encontrados em

vários escritos da era helenística.

É importante notar que quiasmos ajudam o intérprete a delinear unidades de

pensamento. Identificar um quiasmo pode mostrar ao intérprete onde um ensino ou

argumento se inicia e onde termina. Pode mostrar ao estudante da escritura exatamente

qual unidade deveria ser o tópico para a interpretação.

Por que quiasmo consiste de paralelismo invertido, é vital, em termos de

interpretação, encontrar e comparar os elementos paralelos. Se o escritor intende um

relacionamente entre duas partes de um quiasmo, o intérprete precisa definir esse

relacionamento e mostrar como ele ajuda a determinar o sentido da passagem. 13

Portanto, você deve estar atento para os seguintes fatores:

(1) Comparação ou contraste. Onde duas ou mais idéias que são desenvolvidas

no texto, alternando os argumentos, de acordo com a similaridade ou ampliando os

diferentes argumentos. (2) Repetição de palavras. Note bem os termos especiais e

construções gramaticais que se repetem no texto, eles são muito importantes. (3).

Progressão. Um claro movimento em direção a um alvo através de uma seqüência lógica

de idéias. O ponto culminante desta progressão é o clímax. (4) Generalização. Onde o

autor constrói o seu argumento, vindo de idéias particulares para explicar a idéia geral.

(5) Causa e efeito. Preste atenção na argumentação que é orientada pelas causas de uma

ação ou atitude indo para os efeitos produzidos por essas atitudes. (6) Clímax. Preste

atenção para os argumentos de conclusão, onde as palavras são colocadas com cuidado.

4.2. Análise semântica.

O exegeta busca neste passo o entendimento do sentido do texto através da sua

sintaxe. Você deve estar atento para os seguintes fatores:

(1) Sinônimos. São palavras que têm o mesmo significado, geralmente utilizadas

para variar o uso dos termos no texto, porém, podem ser usadas para enfatizar um

argumento. (2). Campos semânticos. São palavras que mesmo não sendo sinônimas

13 BAILEY, James L. & VANDER BROEK, Lyle D. Literary forms in the New Testament.

16

estão relacionadas. (3) Antônimos. São palavras que têm significados opostos. São

muito utilizadas para fortalecer as argumentações e defesas de doutrinas. (4) Termos

cognatos. Aqui não se tratam de sinônimos, mas de termos que tem o mesmo

significado e são usadas alternadamente como parte da argumentação. (5) Freqüência

das palavras. Quanto mais a palavra aparecer no texto, maior será a probabilidade dela

ser um termo importante para o entendimento da intenção do autor. (6) Reversões.

Atenção com as frases ou termos que substituem outros com idéias contrárias.

4.3. Classificação das variantes textuais.

Para a reconstituição do texto original as variantes textuais devem ser julgadas

dentro de três critérios: (1) O critério das evidências externas. (2) O critério

probabilidade intrínseca. (3) O critério da probabilidade de transcrição.

4.3.1. O critério das evidências externas.

As evidências externas são os manuscritos mais antigos e confiáveis atestados

por diversos testemunhos, tais como, as citações da Septuginta e dos Manuscritos do

Mar Morto, antigas versões, outras famílias de manuscritos, citações dos Pais da Igreja e

a distribuição geográfica dos textos.

4.3.2. O critério probabilidade intrínseca.

Este critério está baseado no estilo e vocabulário do autor através do livro. Você

também deve prestar bastante atenção no contexto imediato anterior e posterior, na

teologia conhecida do livro, nas passagens paralelas em outros livros.

4.3.3. O critério da probabilidade de transcrição.

Ao analisar as variantes pela forma como eram transmitidos os textos antigos,

chega-se aos seguintes critérios. (1) A leitura mais difícil deve ser preferida, porque a

tendência dos copistas era de facilitar a leitura. (2) A diferença nas passagens paralelas,

porque a tendência dos copistas era de harmonizar as passagens paralelas. (3) A leitura

mais curta sempre é preferível, porque a tendência dos copistas era de acrescentar

detalhes. (4) Deve-se escolher a variante que melhor se harmonize com o livro em

questão. (5) Escolha a leitura que melhor explique a origem das outras variantes

textuais.

17

5. Contexto Bíblico-Teológico

5.1. Analise a passagem relacionando-a com o restante da Escritura.

A maior dificuldade que temos com a mensagem bíblica é a intertextualidade,

isto é, relação entre a mensagem do Antigo Testamento e o Novo Testamento. Temos

que tomar cuidado especialmente com a aplicação do Antigo Testamento, lembre-se, ele

foi concedido, prioritariamente, para Israel e não para nós. Portanto, preste atenção ao

uso que o Novo Testamento faz do Antigo.

O Antigo Testamento deve ser interpretado à luz do Novo Testamento. Isso é

exigido tanto por razões literárias como por razões teológicas. O Antigo Testamento não

pode ser compreendido sem o Novo Testamento.

Este princípio foi chamado pelos reformadores de analogia da fé. Se,

aparentemente, uma passagem difícil e obscura permite interpretações estranhas à

teologia evangélica, e ela entra em conflito com a outra passagem mais clara e de fácil

entendimento, então a interpretação mais coerente deve ser adotada.

5.2. Analise a passagem relacionando com teologia bíblica.

O termo é definido pelo Baker's Evangelical Dictionary of Biblical Theology14

como:

O estudo da Bíblia que procura descobrir o que os autores bíblicos, sob a direção divina, creram,

descreveram e ensinaram no contexto de sua própria época. A Teologia Bíblica é uma tentativa de

articular a teologia que a Bíblia contém através do modo como os seus autores escreveram em seus

próprios contextos. As Escrituras vieram à existência no decurso de muitos séculos, através de diferentes

autores, contextos sociais e lugares geográficos. Elas foram escritas em três diferentes línguas e

numerosas formas (gêneros) literárias. Portanto, exige-se um estudo analítico que conduza a um

entendimento sintético para se alcançar seus temas sobrepostos e suas unidades subjacentes. A teologia

bíblica trabalha para chegar a uma visão geral sintética coerente, sem negar a natureza fragmentária da luz

que a Bíblia lança sobre certos assuntos e sem menosprezar tensões que possam existir à medida que

diferentes temas se sobreponham (tais como a misericórdia e o juízo de Deus e lei e graça).

A Bíblia tem uma mensagem unificada e completa. Mesmo tendo dezenas de

autores que levaram milhares de anos para terminar sua obra. Existe um tema central

(do alemão Mitte) unificador da teologia bíblica que une as diversas partes do texto,

apresentando uma idéia teológica geral. Esse Mitte estende-se do Antigo Testamento

para o Novo Testamento.

14 Disponível em http://bible.crosswalk.com/Dictionaries/BakersEvangelicalDictionary/bed.cgi. Acesso

em (02.07.2004)

18

Herman Norpthrop Frye, pesquisador e crítico literário, apresenta uma visão

interessante sobre a mensagem unificada da Bíblia. Em 1982 ele publicou The Great

Code,15 onde ele apresenta sua visão sobre o texto bíblico, e declara que existe uma

coerência das narrativas bíblicas como um todo. Usando uma ilustração interessante, o

U-Shaped plot 16, acrescentando ao conceito teatral da “trama”. Ele segue os seguintes

conceitos literários:

A trama começa com a Criação em Gênesis e uma família harmoniosa e vivendo

em paz no Jardim do Éden. Logo em seguida, vem a Queda e uma sucessão de histórias

de triunfo e fracasso. E conclui com a volta da harmonia inicial na cidade eterna de

Jerusalém e o fim no livro do Apocalipse.

Deste U-Shaped plot maior, derivam-se vários outros, menores. São histórias de

queda e ascensão submetidas à história maior. Por exemplo, as histórias de José, Rute,

Moisés, Davi, Jó, Paulo e Pedro. Onde elas exercem a função de “tipificar” ou

prefigurar o todo. Frye descobre uma espécie de tipologia que sempre retorna durante

toda narrativa. Estas imagens específicas repetem-se em todo Antigo e Novo

Testamento. Por exemplo, a imagem da árvore, da montanha, do oceano, da torre, do

jardim, da ovelha e do pastor. Elas sempre se repetem em eventos que tem grande valor

simbólico.

Dentre outros mittes sugeridos, há um que me parece ser o melhor. É o que

procura estudar as Escrituras à luz de três conceitos básicos: Reino, Pacto e Mediador.

De acordo com esses conceitos, o Reino apresenta a idéia de um Senhor

soberano que domina do seu trono sobre todas as coisas. O Pacto é o instrumento de

administração desse Reino, estabelecido com o homem pelo Senhor, de forma

unilateral, na criação.

Ele trata do relacionamento do homem com o universo (mandato cultural), do

relacionamento do homem com os demais seres humanos (mandato social) e do

relacionamento do homem com Deus (mandato espiritual). O Mediador é o agente na

administração do Pacto. Se você quiser ampliar seus conhecimentos sugiro a leitura dos

seguintes livros: (1) O Cristo dos Pactos, O. Palmer Robertson. (2) Revelação

Messiânica no Antigo Testamento, Gehard von Groningen; ambos publicados pela

Editora Cultura Cristã.

15 Harcourt Brace Jovanovich, New York 1982.

16 A tradução seria algo como: “um tubo em forma de U”.

19

6. Uso de ferramentas.

6.1. Amplie seu conhecimento com o uso dos comentários bíblicos.

Investigue o que outros exegetas disserem sobre essa passagem e compare suas

conclusões com as encontradas. Os comentários bíblicos devem ser consultados depois

que você fez todo trabalho.

Avalie bem o comentário que você irá consultar. Dê preferência aos títulos de

orientação evangélica conservadora, que defendem a metodologia exegética históricogramatical.

Eles devem analisar a Escritura com seriedade acadêmica, erudição,

conhecimento profundo das línguas originais, mas com devoção, espiritualidade e

compromisso com aplicação da mensagem.

Bom trabalho para você!

Referencias bibliográficas.

BAILEY, James L. e VANDER BROEK, Lyle D. Literary forms in the New Testament. Louisville:

Westminster/John Knox Press, 1992.

BROWN, Colin & COENEN Lothar. (orgs.); trad. Gordon Chown. 2a ed. Dicionário Internacional de

Teologia do Novo Testamento. (2 vol) São Paulo: Vida Nova, 2000.

DOCKERY, David S. (ed). Manual Bíblico Vida Nova. Trad. Lucy Yamakami, Hans Udo Fuchs,

Robinson Malkomes. São Paulo: Vida Nova, 2001.

ELWELL, Walter. (ed) Baker's Evangelical Dictionary of Biblical Theology. Grand Rapids: Baker.

Disponível em http://bible.crosswalk.com/Dictionaries/BakersEvangelicalDictionary/bed.cgi. Acesso em

(02.07.2004).

FRANCISCO, Edson de Faria Manual da Bíblia Hebraica: introdução ao texto massorético. São

Paulo: Vida Nova, 2003.

FEE, Gordon D. New Testament Exegesis: A handbook for students and pastors. Westminster John

Knox Press. Third Edition, 2002.

FRYE, Herman Northrop. The Great Code: The Bible and Literature. New York: Harcourt Brace and

Jovanovich, 1982.

FOLKES, Francis. Efésios: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1989.

HARRIS R. Laird, ARCHER Gleason L. Jr. e WALTKE Bruce K. (org) Dicionário Internacional de

Teologia do Antigo Testamento. Trad. Márcio Loureiro Redondo, Luiz Alberto Teixeira Sayão e Carlos

Osvaldo Pinto. São Paulo: Vida Nova, 1998

KONINGS, Johan. A Bíblia, sua história e leitura: uma introdução. Petrópolis: Vozes, 1992.

STUART, Douglas K. Old Testament Exegesis: A handbook for students and pastors. Louisville:

Westminster/John Knox Press, 2002.